|
|
www.historiadaarte.com.br
QUESTÕES
1 - (ENEM, 2009)
Figura 1
Disponível em: <http://www.vemprabrotas.com.br/pcastro5/campanas/campanas.htm>. Acesso em: 24 abr. 2009.
Figura 2
Disponível em: <http://www.cultura.gov.br/site/wpcontent/uploads/2008/02/cadeira-real.jpg>. Acesso em: 30 abr. 2009.
Comparando as figuras, que apresentam mobiliários de épocas diferentes, ou seja, a figura 1 corresponde a um projeto elaborado por Fernando e Humberto Campana e a figura 2, a um mobiliário do reinado de D. João VI, pode-se afirmar que:
(A) os materiais e as ferramentas usados na confecção do mobiliário de Fernando e Humberto Campana, assim como os materiais e as ferramentas utilizados na confecção do mobiliário do reinado de D. João VI, determinaram a estética das cadeiras.
(B) as formas predominantes no mobiliário de Fernando e Humberto Campana são complexas, enquanto que as formas do mobiliário do reinado de D. João VI são simples, geométricas e elásticas.
(C) o artesanato é o atual processo de criação de mobiliários empregado por Fernando e Humberto Campana, enquanto que o mobiliário do reinado de D. João VI foi industrial.
(D) ao longo do tempo, desde o reinado de D. João VI, o mobiliário foi se adaptando consoante as necessidades humanas, a capacidade técnica e a sensibilidade estética de uma sociedade.
(E) o mobiliário de Fernando e Humberto Campana, ao contrário daquele do reinado de D. João VI, considera primordialmente o conforto que a cadeira pode proporcionar, ou seja, a função em detrimento da forma.
2 - (FGV, 2008, Fase 1) Observe, com atenção, a reprodução da obra abaixo. Trata-se de “Bicho”, da artista mineira Lygia Clark. Ela reflete um momento importante na história da arte brasileira, que é a defesa da participação do observador na obra de arte; ao mesmo tempo, contém em sua forma elementos que dialogam com a tradição da arte, em particular, da arte concreta. A obra foi realizada em alumínio, visando a permitir sua reprodução em escala industrial.
Considerando os elementos presentes na obra e as informações ora trazidas, responda, em um texto dissertativo, de não mais do que 15 linhas:
a. Quais movimentos culturais e sociais fizeram parte desse período?
b. Que elementos da obra evidenciam o diálogo mencionado nesta Questão?
c. Como a participação do observador pode ocorrer nessa obra?
d. Em que medida o uso do material reflete o contexto brasileiro no fim dos anos 50 e início dos 60?

“Bicho” (1960) de Lygia Clark - coleção Gilberto Chateaubriand
Pontual, Roberto. Entre Dois Séculos; arte brasileira do séc. XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Editora JB, 1987
3 - (ENADE, 2008) O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), talvez o pensador moderno mais incômodo e provocativo, influenciou várias gerações e movimentos artísticos. O Expressionismo, que teve forte influência desse filósofo, contribuiu para o pensamento contrário ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico, através do embate entre a razão e a fantasia.
As obras desse movimento deixam de priorizar o padrão de beleza tradicional para enfocar a instabilidade da vida, marcada por angústia, dor, inadequação do artista diante da realidade.
Das obras a seguir, a que reflete esse enfoque artístico é:
| (A) | (B) | (C) |
![]() |
![]() |
![]() |
|
Homem idoso na poltrona Rembrandt van Rijn - Louvre, Paris
Disponível em: http://www.allposters.com/ |
Figura e borboleta Milton Dacosta
Disponível em: |
O grito Edvard Munch - Museu Munch, Oslo
Disponível em: |
| (D) | (E) | |
![]() |
![]() |
|
|
Menino mordido por um lagarto Michelangelo Merisi (Caravaggio) - National Gallery, Londres
Disponível em: |
Abaporu - Tarsila do Amaral Disponível em: http://tarsiladoamaral.com.br/ |
4 - (ENEM, 2008)

Na obra Entrudo, de Jean-Baptiste Debret (1768-1848), apresentada acima:
A) registram-se cenas da vida íntima dos senhores de engenho e suas relações com os escravos.
B) identifica-se a presença de traços marcantes do movimento artístico denominado Cubismo.
C) identificam-se, nas fisionomias, sentimentos de angústia e inquietações que revelam as relações conflituosas entre senhores e escravos.
D) observa-se a composição harmoniosa e destacam-se as imagens que representam figuras humanas.
E) constata-se que o artista utilizava a técnica do óleo sobre tela, com pinceladas breves e manchas, sem delinear as figuras ou as fisionomias.
5 - (ENEM, 2009)
TEXTO A

Oiticica, Hélio. Metaesquema I, 1958. Guache s/ cartão. 52 cm x 64 cm. Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP. Disponível em: http://www.mac.usp.br. Acesso em: 01 maio 2009.
TEXTO B
Metaesquema I
Alguns artistas remobilizam as linguagens geométricas no sentido de permitir que o apreciador participe da obra de forma efetiva. Nesta obra, como o próprio nome define: meta – dimensão virtual de movimento, tempo e espaço; esquema – estruturas, os Metaesquemas são estruturas que parecem movimentar-se no espaço. Esse trabalho mostra o deslocamento de figuras geométricas simples dentro de um campo limitado: a superfície do papel. A isso podemos somar a observação da precisão na divisão e no espaçamento entre as figuras, mostrando que, além de transgressor e muito radical, Oiticica também era um artista extremamente rigoroso com a técnica.
Disponível em: http://www.mac.usp.br. Acesso em 02 maio 2009 (adaptado).
Alguns artistas remobilizam as linguagens geométricas no sentido de permitir que o apreciador participe da obra de forma mais efetiva. Levando-se em consideração o texto e a obra Metaesquema I, reproduzidos acima, verifica-se que
(a) a obra confirma a visão do texto quanto à idéia de estruturas que parecem se movimentar, no campo limitado do papel, procurando envolver de maneira mais efetiva o olhar do observador.
(b) a falta de exatidão no espaçamento entre as figuras (retângulos) mostra a falta de rigor da técnica empregada dando à obra um estilo apenas decorativo.
(c) Metaesquema I é uma obra criada pelo artista para alegrar o dia-a-dia, ou seja, de caráter utilitário.
(d) a obra representa a realidade visível, ou seja, espelha o mundo de forma concreta.
(e) a visão de representação das figuras geométricas e rígidas, propondo uma arte figurativa.
6 - (ENEM, 2009) Em Touro Indomável, que a cinemateca lança nesta semana nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a dor maior e a violência verdadeira vem dos deomnios de La Motta – que fizeram dele tanto um astro de ringue como um homem fadado à destruição. Dirigida como um sendo vestiginoso do destino de seu personagem, essa obra-prima de Martin Scorcese é daqueles filmes que falam à perfeição de seu tema (o boxe) para então transcendê-lo e tratar do que importa: aquilo que faz dos seres humanos apenas isso mesmo, humanos e tremendamente imperfeitos.
Revista Veja, 18 fev 2009 (adaptado).
Ao escolher este gênero textual, o produtor do texto objetivou
(a) construir uma apreciação irônica do filme.
(b) evidenciar argumentos contrários ao filme de Scorcese.
(c) elaborar uma narrativa com descrição de tipos literários.
(d) apresentar ao leitor um painel da obra e se posicionar criticamente.
(e) afirmar que o filme transcende o seu objetivo inicial e por isso, perde sua qualidade.
7 - (ENEM, 2009) Observe a obra “Objeto Cinético”, de Abraham Palatnik, 1966.

Disponível em: http:/www.cronopios.com.br. Acesso em: 29 abr. 2009.
A arte cinética desenvolveu-se a partir de um interesse do artista plástico pela criação de objetos que se moviam por meio de motores ou outros recursos mecânicos. A obra “Objeto Cinético”, do artista plástico brasileiro Abraham Palatnik, pioneiro da arte cinética,
(a) é uma arte do espaço e da luz.
(b) muda com o tempo, pois produz movimento.
(c) capta e dissemina a luz em suas ondulações.
(d) é assim denominada, pois explora efeitos retinianos.
(e) explora o quanto a luz pode ser usada para criar movimento.
| Autoras: Simone R. Martins e Margaret H. Imbroisi |
www.historiadaarte.com.br© |
Design: Márcio Lopes |