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PINTURA METAFÍSICA
A pintura deve criar um impressão
de mistério, através de associações pouco comuns de objetos totalmente
imprevistos, em arcadas e arquiteturas puras, idealizadas, muitas vezes com a
inclusão de estátuas, manequins, frutas, legumes, numa transfiguração toda
especial, em curiosas perspectivas divergentes. A pintura metafísica explora os
efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de
plástica despojada e escultural. Tem inspiração na Metafísica, ciência que
estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural.
Principais Artistas:
GIORGIO DE CHIRICO (1888-1978), pintor italiano, nascido na Grécia, principal
representante da "pintura metafísica", Giorgio De Chirico constitui um caso
singular: poucas vezes um artista alcançou tão rapidamente a fama para em
seguida renegar o estilo que o celebrizara e cair em um esquecimento quase
absoluto.
As suas obras retratam cenários arquitetônicos, solitários, irreais e
enigmáticos,
onde colocava objetos heterogêneos para revelar um mundo onírico e
subconsciente, perpassado de inquietações metafísicas. Também usada nas suas
obras manequins, nus ou vestidos à moda clássica, enigmáticos e sem rosto, que
pareciam simbolizar a estranheza do ser humano diante do seu meio ambiente.
GIORGIO MORANDI (1890-1964), pintor italiano. Notável por suas naturezas-mortas,
em que buscava a unidade das coisas do universo. Conferiu imobilidade e
transparência de formas, recorte intimista e atmosfera de luz cinza-clara às
naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos, garrafas, caixas e
lâmpadas velhas.
| Autoras: Simone R. Martins e Margaret H. Imbroisi |
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