GRAFFITI
Definido por Norman Mailler como" uma rebelião tribal contra a opressora civilização
industrial" e, por outros, como "violação, anarquia social, destruição moral, vandalismo
puro e simples", o Grafite saiu do seu gueto - o metrô - e das ruas das galerias
e museus de arte, instalando-se em coleções privadas e cobrindo com seus rabiscos
e signos os mais variados objetos de consumo.
A primeira grande exposição de Grafite foi realizada em 1975 no "Artist's Space",
de Nova York, com apresentação de Peter Schjeldahl, mas a consagração veio com a
mostra "New York/New Wave" organizada por Diego Cortez, em 1981, no PS 1, um dos
principais espaços de vanguarda de Nova York.
Características gerais:
• Spray art - pixação de signos, palavras ou frases de humor rápido, existe a valorização
do desenho.
• Stencil art - o grafiteiro utiliza um cartão com formas recortadas que, ao receber
o jato de spray, só deixa passar a tinta pelos orifícios determinados, valoriza-se
a cor.
Principal artista:
Jean Michel Basquiat
- (1960-1988), nascido no Haiti, iniciou sua carreira grafitando as paredes e muros
de Nova York. Seus grafites mostravam símbolos de variadas culturas, de obras famosas,
e principalmente ícones da cultura e consumo americanos, principalmente no contexto
político e social. As temáticas do seu trabalho refletem suas preocupações, como
o genocídio, a opressão e o racismo. Com 21 anos participou da sua primeira coletiva
em Nova York. Foi patrocinado por Andy Warhol (Pop Art), a partir daí virou celebridade.
Morreu prematuramente em virtude de depressão e drogas.
No Brasil, destacam-se os artistas: Alex Vallauri, Waldemar Zaidler e Carlos Matuck,
também se destacam artistas de vanguarda como: Os Gêmeos: Otávio e Gustavo, Boleta,
Nunca, Nina, Speto, Tikka e T. Freak.
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