PINTURA ACADÊMICA (BRASIL)
Em meados do século XIX, o Império Brasileiro conheceu certa prosperidade econômica,
proporcionada pelo café, e certa estabilidade política, depois que Dom Pedro II
assumiu o governo e dominou as muitas rebeliões que agitaram o Brasil até 1848.
Além disso, o próprio imperador procurou dar ao país um desenvolvimento cultural
mais sólido, incentivando as letras, as ciências e as artes. Estas ganharam um impulso
de tendência nitidamente conservadora, que refletia modelos clássicos europeus.
Uma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza
da Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas
tentar recriar a beleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos,
principalmente os gregos, na arquitetura e dos renascentistas, na pintura.
Os principais artistas acadêmicos são:
Pedro Américo de Figueiredo e Melo
- Sua pintura abrangeu temas bíblicos e históricos, mas também realizou imponentes
retratos, como o De Dom Pedro II na Abertura da Assembléia Geral, que é parte do
acervo do Museu Imperial de Petrópolis - RJ. A sua obra mais divulgada é O Grito
do Ipiranga, que atualmente no Museu Paulista.
Vitor Meireles de Lima
- Em 1861, produziu em Paris, a sua obra mais conhecida A Primeira Missa no Brasil.
No ano seguinte, já em nosso país, íntou Moema, que trata da famosa personagem indígena
do poema Caramuru, de Santa Rita Durão. Os seus temas eram os históricos, os bíblicos
e os retratos.
José Ferraz de Almeida Júnior
- Considerado por alguns críticos o mais brasileiro dos pintores nacionais do século
XIX. Suas obra retratam temas históricos, religiosos e regionalistas, além disso
produziu retratos, paisagens e composições. Suas obras mais conhecidas são: Picando
Fumo, O Violeiro e Leitura.