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Pré-História
A GUERRA DO FOGO, 1981, direção de Jean
Jacques Annaud.
História romanceada da descoberta do fogo. Muito interessante pela ambientação e
pelas caracterizações humanas. 125 min.
Egito
EGITO EM BUSCA DA ETERNIDADE, 1983,
produção da National Geograph.
Ótima produção sobre antiga civilização egípcia e os esforços atuais para a sua
recuperação e preservação. 60 min.
Grécia
ULISSES, 1955, direção Carlo Ponti.
Adaptação da Odisséia, trata de algumas história do herói Ulisses após a Guerra
de Tróia. 104 min.
ELECTRA, 1962, direção Michael
Cacoyannis.
Após descobrir que seu pai foi assassinado pelo amante de sua mãe, Electra
planeja uma vingança. Destaque: Famosa tragédia grega baseada em peça de
Eurípedes, em que Electra acaba matando a mãe com a ajuda do irmão Orestes.
Irene Papas interpreta Electra - a atriz também integra o elenco de "Zorba, O
Grego", dirigido por Michael Cocayannis. Indicado ao Oscar de filme estrangeiro.
Premiado no Festival de Cannes (FRA) na categoria melhor adaptação.
113 min
Roma
A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO, 1964, direção
de Antony Mann.
Filme épico que conta, com imprecisões históricas, o início da decadência do
Império Romano. 153 min.
BEN-HUR, 1959, direção Cecil B. de Mille.
Aventura épica ambientada no início da era cristã que conta as lutas de Ben-Hur
para libertar Jerusalém do domínio romano, 211 min.
SPARTACUS, 1960, direção de Stanley Kubrick.
Super produção baseada no romance histórico de Howard Fast sobre a revolta de
escravos liderada por Spartacus em 73 a.C. 190 min.
ASTERIX E A SURPRESA DE CÉSAR, 1984.
HQ do herói gaulês, Asterix e Obelix ingressam na Legião Romana para salvar a
bela jovem e o noivo.
90 min.
SATIRICON, direção Frederico Fellini.
Cenários e fotografias exeburantes contando uma história fragmentada da Roma
Antiga.
129 min
Idade Média
IVANHOÉ, O VINGADOR DO REI, 1952.
O cavaleiro medieval Ivanhoé enfrenta os inimigos do Rei Ricardo Coração de
Leão. 106 min.
EL CID, 1961.
História do legendário cavaleiro cristão que enfrenta os invasores mouros na
Espanha. 184 min.
EM NOME DE DEUS, direção Clive Donner
Amor a primeira vista que se desdobra em adoração irreverente e
inconseqüente, entre um mestre de teologia com votos de castidade e uma bela
mulher erudita da aristocracia do século XII. Uma estória de amor e lealdade,
paixão e desafio e uma espantosa e terrível vingança.
O NOME DA ROSA,
direção Jean-Jacques Annaud, baseado no romance de Umberto Eco
O ano 1327, representantes da Ordem Franciscana e a Delegação Papal se
reunem num monastério Benedictino para uma conferência. Mas a missão deles
subtamente ofuscada por uma série de assassinatos. Utilizando sua brilhante
capacidade de dedução o monge Franciscano Willian de Baskerville, auxiliado pelo
seu noviço Adso de Melk, se emprenha para desvendar o mistério.O monastério é
visitado pelo seu antigo desafeto, o Inquisidor Bernardo Gui, que está
determinado a erradicar a heresia através da tortura. Mas à medida que Bernardo
Gui se prepara para acender a fogueira da Inquisição, Willian e Adso voltam à
biblioteca labirintesca e descobrem uma verdadeira e extraordinária. 130 min.
SENHOR DA GUERRA,
1965.
As relações de poder na Idade Média se revelam nesta história, ambientada no
Norte da França, que fala sobre um cavaleiro a serviço do Duque da Normandia.
123 min.
O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BRANCALEONE, 1965, direção de Mário Monicelli.
Ótima sátira sobre a Idade Média e cavaleiros medievais. 90 min.
O SÉTIMO SELO, 1957, Ingmar Bergman
Neste conto moral um cavaleiro medieval, de volta das Cruzadas, joga xadrez com a morte. Carregado de belas e gélidas imagens em preto e branco, derivadas dos afrescos religiosos da Idade Média.
Renascimento
AGONIA E ÊXTASE, 1965. Baseado no
romance de Irving Stone.
Conta os conflitos entre o artista renascentista Michelângelo e o seu
protetor, o Papa Júlio II. 140 min.
GIORDANO BRUNO, 1973.
Filme biográfico sobre um dos percursores da ciência moderna, o filósofo,
astrônomo e matemático Giordano Bruno, queimado vivo pela Inquisição. Bela e
real reconstituição da época. 123 min.
1492 - A CONQUISTA DO PARAÍSO, direção
Ridley Scott
O filme trata das duas primeiras viagens que se tornaram um marco na vida
desse almirante e nos leva a terceira a última etapa da deslumbrante aventura.
Bravura cegueira, triunfo, desespero e a arrogância do Velho Mundo, em contraste
à inocência do Novo Mundo, sucedem nesta ordem, uma história por poder e paixão.
150 min.
Século XVIII
BARRY LYNDON, 1975, direção
Stanley Kubrick.
Belo filme que mostra a vida inglesa no século XVIII. Soldado sem escrúpulos
convocado para a guerra envolve-se em diversas falcatruas e depois enfrenta uma
tragédia. 183 min.
LIGAÇÕES PERIGOSAS, 1988,
direção Stephen Frears
França, 1788. A Marquesa de Merteuil (Glenn Close) precisa de um favor do seu
ex-amante, o Visconde de Valmont (John Malkovich), pois seu ex-marido está
planejando se casar com uma jovem virgem e ela deseja que o Marquês, que é
conhecido por sua vida devassa e suas conquistas amorosas, a seduza antes do dia
do casamento. No entanto, ele tem outros planos, pois planeja conquistar uma
bela mulher casada (Michelle Pfeiffer), que sempre se mostrou fiel ao marido e é
religiosa. A Marquesa exige então uma prova escrita dos seus encontros amorosos
e, se ele conseguir tal façanha, ela lhe promete como recompensa passarem uma
noite juntos. Mas os jogos de sedução fogem do controle e os resultados são bem
mais trágicos do que se podia imaginar
120 min
AMADEUS, 1984, direção
Milos Forman
Após tentar se suicidar, Salieri (F. Murray Abraham) confessa a um padre que foi
o responsável pela morte de Mozart (Tom Hulce) e relata como conheceu, conviveu
e passou a odiar Mozart, que era um jovem irreverente, mas compunha como se sua
música tivesse sido abençoada por Deus
158 min
Romantismo
GOYA, direção Carlos Saura
Aos 82 anos, o pintor Francisco de Goya vive no exílio com a última de suas
amantes, Leocadia. Reconstruindo os principais acontecimentos de sua vida para
sua filha caçula, ele se lembra dos tempos em que era jovem e ambicioso, e lutou
para conquistar seu espaço na corte do rei Carlos IV, em meio a intrigas
palacianas, seduções e mentiras. Lembra-se, também, de seu único amor
verdadeiro, a duquesa de Alba, cuja vida foi interrompida por uma dose de
veneno. Goya artista genial, que em momento algum abandonou a preocupação pelo
seu país e pelo seu povo. A era de luz e cor da corte Bourbon abre caminho para
o mesmo. Goya que, aos 46 anos, ficou surdo, um fato que gerou importante
reviravolta em seu trabalho. Enquanto ficava claro na Espanha que os dias de
absolutismo, sob as novas pressões do Iluminismo, chegava ao fim, Goya descobre
um novo mundo criativo em suas pinturas soturnas e seus chamados caprichos.
Século XX
2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, 1968, Stanley Kubrick Uma saga estelar e filosófica que iria influenciar toda a ficção científica produzida no futuro. E mais: que parece ter sido produzida no futuro, graças à atualidade de seu tema e de sua concepção visual. O computador falante HAL 9000 é elevado à categoria dos grandes personagens do cinema, um ser feito de chips mas triturado por dilemas existenciais.
APOCALYPSE NOW, 1979, Francis Ford Copolla O diretor rodou este épico moderno nas Filipinas, ao custo da própria saúde. Foram 40 milhões de dólares gastos com helicópteros, bombardeios napalm e um elenco em que Marlon Brando, sem cabelo, pesado, imerso nas sombras, recita T.S.Eliot. A loucura da guerra do Vietnã - e de todas as guerras -, no seu retrato mais cruel (inspirado no livro Coração das Trevas, de Joseph Conrad). Demorou cinco anos de filmagens infernais.
CIDADÃO KANE, 1941, Orson Welles O cinema se divide em antes e depois deste filme. A história do magnata da empresa Charles Foster Kane é contada pelo diretor com a câmera posicionada em ângulos inéditos, cenários desolados refletidos na profundidade dos espelhos e uma narrativa em flashbacks, distribuídas em diversos pontos de vista. Mostra que há tantas maneiras de buscar a verdade quanto esta tem de se ocultar.
1900, 1976, direção de
Bernardo Bertolucci.
A história de uma rica família italiana serve para mostrar a Itália do
início do século, a crise dos anos 20 e 30 e a ascensão do fascismo na Itália.
239 min.
ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO,
direção Peter Cohen
Este filme lembra que chamar a Hitler de artista medíocre não elimina os
estragos provocados pela sua estratégia de conquista universal. O veio artístico
do arquiteto da destruição tinha grandes pretensões e queria dar uma dimensão
absoluta à sua megalomania. Hitler queria ser o senhor do universo sem descuidar
de nenhum detalha da coreografia que levava as massas à histeria coletiva a cada
demonstração. O nazismo tinha como um dos seus princípios fundamentais a missão
de embelezar o mundo. Nem que, para tanto, destruisse todo o mundo.
TEMPOS MODERNOS, 1936, direção Charles Chaplin.
Obra prima do cinema mudo, durante a depressão (1929). Carlitos trabalha
numa grande indústria. Chaplin procura denunciar o caráter desumano do trabalho
industrial mecanizado, da tecnologia e da marginalização de setores da
sociedade. 88 min.
O DISCRETO CHARME DA BURGUESIA, 1972, direção de Luis Buñuel.
Obra prima surrelista extremamente crítica. Seis burgueses se reúnem para
jantar, mas são impedidos por acontecimentos espantosos. 105 min.
BASQUIAT - TRAÇOS DE UMA VIDA, 1996, direção Julian Schnabel.
Filho de pai haitiano e mãe porto-riquenha, Basquiat revela seu talento como
grafiteiro. É assediado por marchands, até cair nas graças do pai da Pop-Art,
Andy Warhol.
OS AMORES DE PICASSO, 1996, direção James Ivory.
Conta a vida de Picasso sob a ótica de uma de suas muitas mulheres. 123 min.
NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS
ESPERAMOS, 1999, direção Marcelo Masagão
País de Origem: Brasil. Duração: 73min Sob a trilha sonora primorosa de Wim
Mertens, a dualidade criação-destruição e a banalização da morte no decorrer do
século mais violento da história percorrem um mosaico de centenas de imagens de
arquivo extraídas de reportagens de TV, fotos antigas, filmes e clássicos do
cinema. O instinto de destruição que fascinou Freud é o fio condutor de uma
montagem que funde imagens a palavras, fatos históricos a uma ficção deslavada,
que inventa nomes e vivências para os indivíduos sem nome que também fizeram a
história. Este filme conduz o olhar pelos contrastes do século, pelos artistas,
pensadores e indivíduos anônimos que construíram sua riqueza, e pelos
personagens sombrios que reproduziram sua miséria. As únicas cenas captadas pelo
diretor são realizadas em um cemitério, cuja inscrição do pórtico dá nome ao
filme e encerra sua essência: a mortalidade como condição esquecida nos desvãos
da história.
ENCOURAÇADO POTEMKIN,
direção Sergei Eisenstein
Cineasta soviético, dirigiu filmes que retratam as transformações políticas e
sociais ocorridas na Rússia após a Revolução de 1917. O filme se passa na
Rússia. Um poderoso navio de guerra, o couraçado Potemkin, da frota do czar
Nicolau II, é o palco de uma rebelião que fará parte da história. Cansados de
comer carne podre, sofrerem castigos físicos e não terem direito a nada, os
marinheiros revoltaram-se contra os oficiais e assumiram o controle da
embarcação, unindo-se à rebelião dos operários e soldados, que em terra firme
lutavam pelo ideal socialista. Este filme de Eisenstein, realizado em 1925, é
uma metáfora da própria Revolução Russa, e por muito tempo foi cultuada nos
círculos de esquerda. Sua riqueza técnica revolucionou a linguagem do cinema.
Uma seqüência antológica é aquela em que os soldados avançam para conter a
multidão, e um disparo atinge uma jovem mãe, que segurava um carrinho de bebê; a
mulher cai, morta, e o carrinho avança, desgovernado, pelos degraus de uma longa
escadaria, rumo à morte. Esta cena foi citada em "Os Intocáveis" (1986), de
Brian DePalma. Uma curiosidade: a pronúncia correta do termo Potemkin, em russo,
é "Potiônkin".
FESTA DE BABETE, 1988,
direção Gabriel Axel
Dá lições em várias formas da Arte.
MORTE EM VENEZA, 1971,
direção Luchino Visconti
Com música de Mahler e perfeita recriação de época. Às vésperas da Primeira
Guerra Mundial, o famoso compositor Gustav von Aschenbach (Dirk Bogarde) passa
as férias de verão na praia do Lido, em Veneza. O ambiente aristocrático e
decadente vira palco de um acontecimento inesperado e trágico quando ele conhece
o adolescente Tadzio (Björn Andrésen). O compositor acredita ter encontrado a
imagem perfeita da beleza e se apaixona, num processo doloroso que o leva a
rever sua vida. Adaptação da obra homônima de Thomas Mann, o maior escritor
alemão do século 20.
131 min
SEDE DE VIVER, 1956,
direção Vincent Minneli
Um adaptação brilhante da biografia Vincent Van Gogh (Kirk Douglas) escrita por
Irving Stone. Van Gogh é o arquétipo do gênio artístico atormentado, cuja
magnificência da obra contrasta com uma existência infeliz e amargurada que
haveria de conduzi-lo ao suicídio. Anthony Quinn ganhou o Oscar pela sua
interpretação de Paul Gauguin, outro génio da pintura amigo de Van Gogh.
Duração: 122 minutos
CAMILLE CLAUDEL, 1988,
direção Bruno Nuytten
Com Isabelle Adjani e Gérard Depardieu. Grande reflexão sobre o poder devastador
da arte perante a fragilidade humana. A escultora Camille, irmã do poeta Paul
Claudel, possui um relacionamento de 15 anos com Rodin, primeiramente seu
professor e mais tarde seu amante. Camille passa por muitos sofrimentos, que a
levam à loucura. Um filme muito interessante se atentarmos para o machismo
existente na personalidade de Rodin
ÉPOCA DA INOCÊNCIA, 1993,
direção Martin Scorsese
Nesta adaptação do romance homônimo de Edith Wharton, escritora premiada com o
Pulitzer, Scorsese experimenta o drama romântico e retrata a Nova York de 1870 e
a sociedade de então, marcada pela nobreza de costumes ingleses. Um advogado
(Daniel Day-Lewis) está de casamento marcado com uma jovem (Winona Ryder) da
aristocracia local, quando uma condessa (Michelle Pfeiffer), prima de sua noiva,
volta da Europa após separar-se do marido. As idéias dela chocam a tradicional
sociedade americana e, ao tentar defendê-la, o advogado se apaixona por ela e é
correspondido.
130 min
LIMITE, 1931, direção Mário
Peixoto
Música: Satie, Debussy, Borodin, Ravel, Stravinski, Cesar Franck, Villa Lobos,
Prokofiev. Três personagens, um homem e duas mulheres estão num barco, em alto
mar. Esgotados, param de remar, abandonando-se à própria sorte e relembram o
passado. As cenas revolucionárias são motivo de estudo por parte de diretores
nacionais e internacionais.
110 min
THE WALL, 1982, direção
Alan Parker
As fantasias delirantes de um superstar do rock, que enlouquece lentamente em um
quarto de hotel. Retrata a geração Pós-Segunda Guerra, com alguns desenhos
animados no meio do filme.
95 min
MEU TIO, 1958, direção
Jacques Tati
O filme é uma crítica de Jacques Tati ao excesso de preocupação com bens
materiais. Mousieur Hulot se atrapalha com o futurismo exagerado da casa do
cunhado, mas conquista o sobrinho com seu estilo desligado e simples. Retrata de
forma leve a geração do Pós-Segunda Guerra.
126 min
BILLY ELIOT, 2000, direção
Stephen Daldry
Billy Elliot (Jamie Bell) é um garoto de 11 anos que vive numa pequena cidade da
Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas da cidade. Obrigado
pelo pai a treinar boxe, Billy fica fascinado com a magia do balé, ao qual tem
contato através de aulas de dança clássica que são realizadas na mesma academia
onde pratica boxe. Incentivado pela professora de balé (Julie Walters), que vê
em Billy um talento nato para a dança, ele resolve então pendurar as luvas de
boxe e se dedicar de corpo e alma à dança, mesmo tendo que enfrentar a
contrariedade de seu irmão e seu pai à sua nova atividade.
111 min
CARMEM, 1983, direção
Carlos Saura
Antonio busca desesperadamente aquela que poderá ser a 'Carmen' do balé tirado
da novela de Merimée e da Ópera de Bizet. O relacionamento com o grupo de
Antonio é difícil para a jovem Carmen, mais por causa de Cristina, que sonha com
aquele papel. Antonio explica-lhe que a personagem pedia uma mulher mais jovem e
ainda mais bela do que ela, ainda que Cristina seja a melhor bailarina. Carmen é
muito bonita e atraente e conquistará Antonio nesta ficção do balé que se
desenrolará entremeada com a história de amor na vida real.
108 min
TANGO, 1998, direção Carlos
Saura
Musical e documentário do veterano cineasta espanhol Carlos Saura, na mesma
linha de 'Sevillanas' (1992) e 'Flamenco' (1995). Depois de ser abandonado pela
mulher (Cecilia Narova), o cineasta argentino Mario Suarez (Miguel Ángel Sola)
'mergulha' na produção de um filme na periferia de Buenos Aires. Planeja rodar o
filme 'definitivo' sobre o gênero. As dificuldades surgem quando ele se envolve
com uma dançarina do elenco e quando tenta introduzir temas políticos. A trilha
com o tango 'clássico' é mesclada com a música de Lalo Schifrin. A bela
fotografia é de Vittorio Storaro, um dos maiores fotógrafos em atividade, antigo
colaborador de Francis Ford Coppola e Bernardo Bertolucci.
105 min
QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOLF,
1996, direção Mike Nichols
George (Richard Burton), um professor universitário, e Martha (Elizabeth
Taylor), sua esposa que é também filha do reitor, recebem no final da noite Nick
(George Segal), um jovem professor, e Honey (Sandy Dennis), sua mulher. À medida
que a noite avança, as confissões entre os quatro se tornam mais ácidas e a
verdade se torna algo muito deprimente.
129 min
SONATA DE OUTONO, 1978,
direção Ingmar Bergman
Ingrid Bergman interpreta uma mãe que depois de abandonar sua família pela
carreira musical, tenta uma reconciliação com sua filha mais velha (Liv Ullman),
numa noite de revelações dolorosas. O gênio da fotografia, Sven Nykvist,
abrilhantou mais este belo filme sobre abnegação da alma humana; onde temos os
dois ícones do cinema sueco, pela única vez juntos - "Ingrid Bergman e Ingmar".
Obra-prima histórica e maravilhosa.
92 min
BLADE RUNNER, 1982, direção
Ridley Scott
O "cult movie" da ficção científica, ficou ainda mais fantástico mostrando uma
chocante visão do futuro. Por volta do ano 2000, o planeta Terra está em total
decadência. Os poucos habitantes vivem aglomerados em gigantescos arranha-céus.A
engenharia genética se tornou uma das maiores indústrias criando os replicantes,
criaturas dotadas de extraordinária força e inteligência, praticamente
indistinguíveis dos humanos. Nesta nova versão, surpreendentes revelações em
torno do romance entre Deckard (Harrison Ford) e Rachel (Sean Young). Qual será
a verdadeira origem do Caçador de Andróides?
117 min
O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO, 1915, direção D.W.Griffitch Um dos maiores épicos da história do cinema e o primeiro longa-metragem americano. As batalhas da Guerra Civil ainda impressionam pelo realismo, com a orquestração magistral de uma multidão de figurantes. A Ku Klu Klan é glorificada de tal forma que dificultou a exibição de filme na televisão e no cinema nos anos subseqüentes. Mas Griffitch libertou a câmera de seus grilhões, inventando a nova linguagem de uma nova arte.
A VIDA É BELA, 1997,
direção Roberto Benigni
Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) é levado para um campo de
concentração nazista e tem que usar sua imaginação para fazer seu pequeno filho
acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de
protegê-lo do terror e da violência que os cercam.
Brasil
CENTRAL DO BRASIL,
1998, direção Walter Salles Jr.
Mulher, que escreve cartas para analfabetos na Central do Brasil, ajuda
menino, após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca
conheceu, no interior do Nordeste. Prêmio de Melhor Atriz e Melhor Filme no
Festival de Berlim e vencedor do Globo do Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. 112
min.
TIRADENTES, direção Geraldo Vietri
A trajetória de Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, na luta contra os
colonizadores portugueses, a Inconfidência Mineira e o enforcamento do homem que
assumiu a liderança de um dos mais importantes movimentos libertários do Brasil.
INDEPENDÊNCIA OU MORTE, direção Carlos Coimbra
As circunstâncias que levaram D. Pedro I a proclamar a independência do
Brasil, as intrigas palacianas e o escândalo causado pela paixão do imperador
por uma mulher do povo.
DESCOBRIMENTO DO BRASIL, direção Humberto Mauro
A carta de Pero Vaz de Caminha serve como pano de fundo para a narrativa de
viagem de Pedro Álvares Cabral, do Tejo ao Brasil, culminando com a realização
da primeira missa no Novo Mundo.
POLICARPO QUARESMA - HERÓI DO BRASIL, direção Paulo Thiago
No Rio da virada do século, major visionário e idealista luta para
implementar mirabolantes idéias, que ele acredita serem capazes de criar uma
grande nação. Adaptação do clássico "O Triste Fim de Policarpo Quaresma", de
Lima Barreto.
LAMARCA, direção Sérgio Rezende
Crônica dos últimos dois anos na vida do capitão do exército que, nos anos
de ditadura, desertou das forças armadas, e passou a fazer oposição tornando-se
um dos mais destacados líderes da luta armada.
PRA FRENTE BRASIL, direção Roberto Farias
Pacato cidadão de classe média é confundido com um ativista político, preso,
e torturado por agentes federais durante a euforia do milagre econômico
brasileiro e da Copa do Mundo de 70, Prêmio de Melhor Filme no Festival de
Gramado.
CARLOTA JOAQUINA, direção Carla Camuratti
Aos 10 anos, a infanta espanhola Carlota Joaquina é prometida a D. João VI
de Portugal. É o início de uma trajetória de brigas, infidelidade e rusgas pelo
poder, que levam o casal, após herdar o trono, ao Brasil, para fugir do avanço
das tropas napoleônicas.
O QUATRILHO, direção Walter Salles Jr.
A saga da imigração italiana no Sul do Brasil, entre 1910 e 1930, na
história de dois casais, Ângelo e Teresa e Pierina e Massimo. A tradição de
valores são rompidos quando Pierina e Ângelo se apaixonam e fogem, deixando tudo
para trás. Baseado no romance de José Clemente Pozenato. Indicado para o Oscar
de Melhor Filme Estrangeiro.
O PAGADOR DE PROMESSAS, direção Anselmo
Duarte
Zé do Burro (Leonardo Villar) e sua mulher Rosa (Glória Menezes) vivem em
uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de
estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de
candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o
restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu
sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas
uma imensa cruz de madeira. Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais
angustiante ao ver sua mulher se engraçar com oc afetão Bonitão (Geraldo Del
Rey) e ao encontrar a resistência ferrenha do padre Olavo (Dionísio Azevedo) a
negar-lhe a entrada em sua igreja, pela razão de Zé haver feito sua promessa em
um terreiro de macumba.
| Autoras: Simone R. Martins e Margaret H. Imbroisi |
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Design: Márcio Lopes |