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ARTE PRÉ-HISTÓRICA
Um dos períodos
mais fascinantes da história humana é a Pré-História. Esse período não foi
registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente a época anterior à
escrita. Tudo o que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da
pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência
arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.
Divisão
da Pré-História:
Paleolítico - a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra
Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por
exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a
natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é
que essa arte era realizada por caçadores, e que fazia parte do processo de
magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, o
pintor-caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse
a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o
representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres,
isto é, feitas em rochedos e paredes de cavernas. O homem deste período era nômade.
Os artistas
do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto
na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas.
Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço,
seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se: Vênus de
Willendorf.
PALEOLÍTICO INFERIOR
Neolítico
- a fixação do homem da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da
terra e pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da população
e o desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do
trabalho. Assim, o homem do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de
fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os
primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do
atrito e deu início ao trabalho com metais.
Todas essas
conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O homem, que se tornara
um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico,
e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização.
Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e
figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os próprios temas da arte
mudaram: começaram as representações da vida coletiva.
Além de
desenhos e pinturas, o artista do Neolítico produziu uma cerâmica que revela
sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também
esculturas de metal.
Desse período temos as construções denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo em sentido vertical.
O Santuário de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a História registra. Ele apresenta um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o Sol no dia do solstício de verão, indício de que se destinava às práticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa.
NEOLÍTICO
Antes de pintar as paredes da caverna, o homem fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magníficas estatuetas, como as famosas “Vênus”.
Existem várias cavernas pelo mundo, que demonstram a pintura rupestre, algumas delas são:
Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porém, só foi reconhecida em 1902.
Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.000 anos. A cor preta, por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês.
Caverna de CHAUVET, França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994.
Gruta de RODÉSIA, África, com mais de 40.000 anos.
Parque Nacional Serra da Capivara - Sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Nessa região encontra-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres. Para saber mais visite: http://www.fumdham.org.br/parque.asp
Onde havia gente - Os arqueólogos já encontraram vários registros de seres humanos pré-históricos que viviam no Brasil há pelo menos 11.000 anos:
Curiosidades:
"O trajeto marítimo do Homo erectus" e "Os ancestrais do homem moderno":
Os primeiros homens da América - Estudos mostram que a colonização deve ter sido mais complexa do que se pensava:
Técnica do carbono-14
LAHR, Marta Mirazón. Folha de S.Paulo. 15 Junho 1997.
O carbono é um dos elementos mais importantes na composição dos organismos. Os seres vivos absorvem constantemente uma forma estável desse carbono, o carbono-14, que tem uma "meia-vida" de cerca de 5.730 anos (meia-vida é o tempo necessário para reduzir pela metade, através de desintegração, a massa de uma amostra desse elemento radioativo.
Depois que morre, o organismo deixa de receber carbono-14. Esse, agora um fóssil, vai perdendo seu carbono-14 pela desintegração (ou "decaimento").
Para medir o que restou de C-14 é preciso queimar um pedaço do fóssil, transformando-o em gás, que é analisado por detectores de radiação. O C-14, ao se desintegrar emite elétrons que podem ser captados pelos detectores.
O índice de C-14 é comparado com o carbono não radioativo, o C-12, para se checar quanto do carbono radioativo decaiu, e com isso determinar a data na qual o organismo morreu.
Uma variante mais moderna da técnica é a AMS (sigla em inglês para espectrometria de massa por acelerador), que também mede a proporção na amostra do carbono-14. Sua vantagem é poder fazer a medição, diretamente, sem que seja necessário queimar parte razoável da amostra para fazer o teste. A datação por esse método é especialmente valiosa para materiais orgânicos.
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| Autoras: Simone R. Martins e Margaret H. Imbroisi |
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