|
|
www.historiadaarte.com.br
ARTE PRIMITIVA
A arte dos chamados "artistas primitivos" passou a ser valorizada após o Movimento Modernista, que apresentou, entre suas tendências, o gosto por tudo o que era genuinamente nacional. E um artista primitivo é alguém que seleciona elementos da tradição popular de uma sociedade e os combina plasticamente, guiando-se por uma clara intenção poética. Geralmente esses pintores são autodidatas e criadores dos recursos técnicos com que trabalham.
Principais Artistas:
Cardosinho (1861-1947), primitivo ingênuo, começou a pintar aos 70
anos e chegou a produzir cerca de 600 quadros. Uma de suas obras está na Tate
Gallery, em Londres. com suas fantasias beirando o surreal, copiadas de
cartões-postais.
Heitor dos Prazeres (1898-1966), é um artista que revela minúcias
e detalhes da realidade que retrata. A figura humana é o centro de seus
trabalhos e, nela, dois detalhes chamam a atenção do observador: o rosto quase
de perfil e a forte sugestão de movimento, resultante do fato das figuras
estarem quase sempre na ponta dos pés, como se dançassem ou simplesmente
andassem. Sua arte deixa de lado os preconceitos e os fatos tristes da realidade
social. Ao contrário, procura mostrar um mundo fraterno em que diferentes
pessoas participam de uma mesma atividade.
Mestre Vitalino (1909-1963), criador de figurinhas de barro que
representam pessoas e fatos da região sertaneja de Pernambuco. Entre os
personagens de Vitalino estão os vaqueiros, os retirantes, os cangaceiros, que,
isolados ou compondo uma cena, nos comunicam o modo de ser da gente rústica do
sertão.
Djanira (1914-1979), sua arte é dividida em dois períodos, no
primeiro, da década de 40, apresenta principalmente temas da vida carioca. As
figuras sempre sugerem movimento e são contornadas por forte traço escuro. Na
segunda fase, da década de 50, apresenta sobretudo as atividades rurais das mais
diferentes regiões do Brasil. Nessa fase, suas cores são mais claras, mas os
limites entre essas cores são bem nítidos.
Para seu conhecimento
O Museu Internacional de Arte Naif é um projeto do joalheiro e desenhista de
jóias francês Lucien Finkelstein, e começou a funcionar em janeiro de 1995, no
Cosme Velho, zona sul do Rio de Janeiro, numa casa tombada que já serviu de
ateliê para o pintor Eliseu Visconti (autor das pinturas do Teatro Municipal do
Rio).
Seu acervo, de quase 10 mil quadros de artistas de carca de 130 países, o torna
o maior do mundo. O Museu recebe uma média de 2.000 visitantes por mês. No
verão, quase metade do público é composta de turistas estrangeiros. No resto do
ano, o forte é a visita de grupos escolares.
Lucien Finkelstein chegou ao Rio em 1948. Tinha 16 anos e veio a passeio,
visitar parentes. Gostou, resolveu ficar e comprou seu primeiro quadro naif, uma
pintura de Heitor dos Prazeres, "Sambistas". Dali para frente se tornou um
grande colecionador de pinturas.
Quadro da série Retirantes | Terreiro de Café
| Autoras: Simone R. Martins e Margaret H. Imbroisi |
www.historiadaarte.com.br© |
Design: Márcio Lopes |